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A brilhante história de Luciana: Podemos ser mais

Meu nome é Luciana Lage, tenho 35 anos, sou brasileira e estou sóbria há mais de sete anos. Gostaria de falar sobre confiança e autoconfiança. Não, não estou falando de autossuficiência e a falsa crença de viver sem precisar de apoio e ajuda. Eu preciso! Estou falando do seguinte tripé: 1. confiar em mim mesma, 2. das pessoas ao meu redor confiarem em mim e 3. de eu confiar nas pessoas. O meu tripé está cada vez mais firme, mas durante os anos em que bebi (mais ou menos 12 anos) ele era totalmente bambo, caindo por nada e à toa.


Enquanto os sintomas de alcoolismo se desenvolviam, a descrença em mim mesma aumentava e a dependência de outros olhos para me validar e valorizar (o que quase nunca acontecia ou não era da maneira ou na intensidade que eu esperava). Sem me dar conta de que eu tinha um transtorno mental, eu fazia promessas para mim e para outras pessoas, não conseguindo cumprir a maioria delas.


A partir da real aceitação da minha condição em relação ao álcool, tornou-se possível meu processo de reconstrução e resgate. Eu aprendi e continuo aprendendo a me amar, sou mais confiante do meu potencial, reconquistei a confiança dos meus pais (materializada em pequenas coisas e em apoio para a realização de sonhos antes perdidos, como um intercâmbio de 6 meses em outro país e morar sozinha em outra cidade para fazer faculdade), exerci e exerço funções de confiança e sou uma incentivadora de pessoas (em um mundo que já tem críticos demais).


Integro a Associação Alcoolismo Feminino desde maio de 2020, onde além de contribuir internamente, colaboro na prospecção de parcerias e na geração de mídia espontânea, através da divulgação de releases/sugestões de pautas e intermediação de fontes e informações de qualidade aos jornalistas.


Acredito no poder da informação, da educação, da prevenção e na vocação de todo ser humano para ser mais.

Acredito que nós, mulheres, somos vocacionadas à liberdade, à possibilidade de escolhas e decisões, deixando para trás a passividade (ainda esperada por grande parte da sociedade) e nos tornando, dia após dia, protagonistas de nossas histórias, sem desempenharmos papéis em cenas que não nos fazem bem.


Que não esqueçamos de lembrar que: é no momento em que as relações estão tóxicas, que precisamos partir ao mundo em busca de outros arranjos relacionais e experiências construtivas.


Não se desespere e nem pare de sonhar

Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs

Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar

Fé na vida, fé no homem, fé no que virá

Nós podemos tudo, nós podemos mais

Vamos lá fazer o que será

(Gonzaguinha – Semente do Amanhã)




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